Variação de Custos

Médico-Hospitalares

(VCMH)


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Tudo sobre o VCMH



Confira o e-book exclusivo sobre o VCMH, que oferece uma análise compilada e didática acerca do comportamento do mercado de planos de saúde, com especial atenção aos contratos coletivos empresariais.


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Conceitos

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01 / O QUE É CMH?


O Custo Médico-Hospitalar (CMH) é determinado através das despesas médicas hospitalares de um grupo de beneficiários de planos de saúde, durante um determinado período. Isso significa quanto custa, em média, disponibilizar os serviços de assistência médica cobertos pelo plano de saúde, durante este tempo.


02 / O QUE É VCMH?


O índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH), também chamado de inflação médica, expressa a variação do custo das operadoras de planos de saúde, comparando dois períodos consecutivos de 12 meses. Ele considera a frequência de utilização e a variação dos preços de serviços como consultas, exames, cirurgias, tratamentos e internações.

Beneficiários: Grupo de segurados que podem utilizar a assistência médica coberta pelo plano de saúde. Ex: grupo de 10 pessoas
Custo médico hospitalar per capita: Total de despesas médico hospitalares do plano de saúde para prover assistência aos beneficiários, dividido pelo número dos beneficiários ativos. Ex:2pessoas utilizaram uma consulta (R$100) cada uma.
Utilizadores Efetivos: Utilizaram serviços de assistência à saúde, resultando em despesa médica para o plano de saúde.     Custo total=R$200    Custo per capita=RS 20



Cenário mundial

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Em diversos países, assim como no Brasil, o mercado de saúde suplementar cada vez mais vem sofrendo impactos nos custos, o que faz subir os preços e encarecer o acesso à assistência privada. Normalmente, a inflação médica gira entre 4% e 12% em um grupo de países analisados na Europa e Américas.

 

Desde os anos 80, os custos de atenção à saúde vêm aumentando sensivelmente. Isto é reflexo principalmente do envelhecimento populacional, desperdício de materiais e da incorporação de novas tecnologias médicas, impulsionada pelo aumento de renda da população e também pela maior taxa de cobertura de seguros saúde.

 

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar – IESS – o impacto da inserção da tecnologia na área de saúde é completamente diferente daquele produzido na área da computação, que, em geral, cai a cada dois anos, de acordo com a Lei de Moore (*). Só nos Estados Unidos, por exemplo, a cada 13 anos, os gastos com saúde dobram, o que representa entre 27% e 48% do crescimento dessas despesas desde 1960, pois quando novas tecnologias são inseridas nos serviços ambulatoriais e hospitalares, elevam-se a utilização de recursos humanos e operacionais, e, por sua vez, os custos. A inclusão destas inovações induzem também a mais fornecimento de material, treinamento especializado e equipamentos, sem necessariamente ter comprovação da sua efetividade nos tratamentos e melhoria dos indicadores de saúde da população.

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(*) A lei de Moore surgiu em 1965, através de um conceito estabelecido por Gordon Earl Moore, em que dizia que o poder de processamento dos computadores (como informática geral, não os domésticos) dobraria a cada 18 meses. Ou seja, os custos das tecnologias na área de computação caem pela metade a cada dois anos, enquanto na área de saúde, a escala dos valores duplica.


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Impactos

do VCMH

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Apesar de parecer um assunto complexo e até mesmo distante de nossa realidade, acompanhar a evolução do índice VCMH, representa, especialmente nos tempos atuais, antever as tendências de custos e previsibilidade de reajustes dos planos de saúde. Se olharmos especificamente para os contratos coletivos empresariais, que, no Brasil, em geral, representam o segundo maior custo para as empresas, ficando atrás somente da folha de pagamento, dominar os conceitos, compreendendo seu comportamento é crucial para a sustentabilidade dos contratos e para o balizamento das tomadas de decisões estratégicas das corporações.


Se não conseguimos entender as razões, nunca será uma tarefa fácil explicar a um CFO, por exemplo, porque a inflação geral historicamente fica bem abaixo da inflação médica média. Inclusive, saiba que esses índices podem não ser comparáveis, conforme apresentado neste estudo. A inflação médica possui uma lógica específica do segmento de saúde suplementar que precisamos desmistificar.

 

De um modo geral, em escala mundial, o índice VCMH é sempre mais elevado que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). No Brasil, a inflação médica chega a atingir o dobro do IPCA ao longo dos anos. O reflexo desse forte impacto tem sido uma grande movimentação do mercado em direção à gestão e redução de custos, muitas vezes com foco na busca de novas opções de operadoras/seguradoras, novos produtos, ou mesmo, redesenho da política para acesso ao benefício saúde. 

 

Muitas soluções tecnológicas também vêm surgindo para reduzir custos e otimizar a gestão dos benefícios. Algoritmos, análises preditivas, auditorias robóticas e simuladores garantem ótimos resultados financeiros na gestão dos planos de saúde para empresas. 


O gráfico abaixo apresenta a evolução das variáveis de saúde versus o IPCA.



Evolução das variáveis saúde x IPCA

Gráfico que demonstra a evolução das variáveis: IPCA, VCMH e Reajuste ANS(individuais) ao longo dos anos, sendo a variação do ano de 2019 para o ano de 2020: IPCA saindo de 4 pontos, em 2019, com queda para 2 pontos em 2020; VCMH partindo de 14 pontos, em 2019, e queda para 2 pontos negativos em 2020; O reajuste ANS(individuais), parte de 7 pontos, em 2019, com aumento para 8 pontos em 2020.


*Valores referentes às apurações de dezembro de cada ano, considerando o acumulado de 12 meses. Para consultar o VCMH acumulado de outros meses, acesse https://iessdata.iess.org.br/dados/vcmh


Para fins de comparação com os demais índices anuais, utilizamos sempre os valores de dezembro neste gráfico, sendo o último dado disponível de dezembro de 2020. No entanto, já existem atualizações mais recentes de VCMH, apuradas pelo IESS, referentes a outros meses:

- Março de 2021: 0,7%

- Junho de 2021: 18,2%

- Setembro de 2021: 27,7%





Mercado

de planos

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Como funcionam os planos?

1 - A empresa paga uma fatura mensal; 2 - Os funcionários usam o plano fazendo consultas, exames, cirurgias e demais procedimentos; 3 - E para que essa equação seja sustentável, é preciso haver equilíbrio.



Entenda como cada operadora / seguradora calcula seu VCMH



1- Custo dividido pela receita é igual à sinistralidade; 2 - Índice de sinistralidade ideal deve ser menor ou igual à 70%(*) (custos divididos pela receita); 3 - E o que acontece quando o índice de sinistralidade ultrapassa os 70%?


Além do reajuste por VCMH (**), a empresa sofre reajuste por sinistralidade.

(*) Break-even médio dos contratos.
(**) Índice médio, que corrige reajuste por sinistralidade para equilíbrio técnico do contrato.





Médias anuais de VCMH no Brasil

16% em 2013; 15,8% em 2014; 19,3% em 2015; 20,4% em 2016; 16,5% em 2017; 17,3% em 2018; 14,5% em 2019; -1,9% em 2020.


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Estudos

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Todos os estudos e análises aqui disponibilizados foram retiradas dos sites do IESS (https://www.iess.org.br/) e ANS (https://www.gov.br/ans/pt-br) e estão disponíveis para consulta pública. 



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